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Propostas

Treze candidaturas, 12 programas localizados e uma ausência no pacote oficial

A lista nacional consultada reúne 13 candidaturas à Presidência. O pacote de propostas tinha 12 documentos. Onde falta arquivo, a BROOM não inventa programa por aproximação.

Redação BROOM6 min de leitura
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A BROOM consultou o pacote nacional de candidaturas disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral e encontrou 13 nomes à Presidência marcados na situação geral como “Concorrendo”. No conjunto de propostas de governo atualizado em 21 de agosto, havia 12 documentos associados a essas candidaturas.

O arquivo de programa ligado à candidatura de Pablo Marçal não apareceu no pacote oficial consultado. Isso não autoriza concluir, sem nova verificação, que o candidato nunca entregou documento ou que houve decisão definitiva sobre a candidatura. Autoriza dizer exatamente o que os dados mostram: naquele pacote, naquela atualização, o arquivo não estava lá.

Parece preciosismo. É apenas jornalismo evitando transformar ausência de arquivo em adivinhação. Se o documento for incluído ou atualizado pelo TSE, a comparação da BROOM também será atualizada.

Programa de governo não é contrato com firma reconhecida. Mas é o lugar mínimo onde a promessa deveria aparecer sem música, palanque e fumaça.

O que os documentos revelam

Há projetos de país profundamente diferentes. Lula apresenta continuidade com Estado indutor, reindustrialização e redução de desigualdades. Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Renan Santos e Ronaldo Caiado dão pesos distintos a ajuste fiscal, investimento privado, segurança e redução do Estado. Clariana Barão e Augusto Cury destacam proteção social, empreendedorismo, infância e saúde mental.

Samara Martins, Hertz Dias, Edmilson Costa e Rui Costa Pimenta propõem mudanças socialistas, nacionalizações e ampliação de direitos trabalhistas — também com diferenças importantes entre os programas. Wilson Grassi aposta em gestão por indicadores, digitalização e simplificação tributária.

Resumir todos em esquerda, direita e centro seria rápido, confortável e insuficiente. Por isso, a comparação da BROOM organiza os documentos por temas: economia e trabalho; saúde e educação; segurança e direitos; clima e infraestrutura.

A pergunta que falta em quase toda promessa

Os programas dizem muito sobre prioridade e direção. Nem sempre dizem quanto custa, de onde vem o dinheiro, qual lei precisa mudar, quem executa e em que prazo. Quando o documento não responde, a BROOM marca a lacuna. Não vamos contratar um economista imaginário para fechar a conta do candidato.

A situação “Concorrendo” exibida na base geral tampouco encerra todas as etapas jurídicas. Registros passam por análise própria da Justiça Eleitoral. A página será atualizada quando houver alteração oficial, sem promover cartório eleitoral por torcida organizada.

O objetivo da comparação não é declarar um vencedor de PowerPoint. É permitir que o eleitor veja escolhas, prioridades e omissões usando a mesma régua. O programa não garante o futuro, mas ajuda a descobrir quem ao menos se deu ao trabalho de escrever qual futuro está vendendo.

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