ELEIÇÕES 2026 · TROCA DE CANDIDATO
Marçal saiu da urna. Avalanche tenta entrar antes que a Justiça feche a porta.
O PRTB trocou o candidato, mas ainda não resolveu a candidatura: o pedido de registro de Leonardo Avalanche aguarda julgamento no TSE.
Redação BROOM2 min de leitura
A candidatura de Pablo Marçal saiu da disputa presidencial, mas o número 28 ainda não encontrou um lugar definitivo na urna. O PRTB protocolou Leonardo Avalanche, até então vice da chapa e presidente nacional da sigla, como novo candidato ao Palácio do Planalto.
A substituição aparece no sistema da Justiça Eleitoral com o status “aguardando julgamento”. Em português direto: Avalanche foi indicado pelo partido, mas ainda não recebeu do TSE a autorização definitiva para concorrer.
Na sexta-feira, 11 de setembro, os sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral negaram o registro da chapa formada por Marçal e Avalanche. A decisão atingiu Marçal, cuja filiação partidária estava no centro da controvérsia, e derrubou a composição que o PRTB havia levado à Justiça Eleitoral.
Agora, o partido tenta salvar a candidatura trocando as posições. Avalanche deixa a vice, assume a cabeça de chapa e espera que o TSE aceite o pedido de substituição. Uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo permitiu que ele deixasse o União Brasil e se filiasse ao PRTB, mas essa decisão não transforma automaticamente o pedido presidencial em registro aprovado.
A manobra tem efeito político antes mesmo de produzir efeito legal. Faltando poucas semanas para o primeiro turno, o partido precisa apresentar um candidato, reorganizar a propaganda e explicar ao eleitor por que o nome associado ao número 28 mudou no meio da campanha.
Para quem acompanha apenas as redes sociais, há um risco adicional: anúncio partidário não é decisão judicial. Dizer que Avalanche “assumiu a candidatura” descreve o movimento do PRTB; dizer que ele já está confirmado na urna seria antecipar um julgamento que ainda não ocorreu.
O caso também testa o limite entre substituição e improviso. O calendário eleitoral permite mudanças em determinadas circunstâncias, mas não elimina a análise dos requisitos legais do substituto. O TSE ainda precisa decidir se a nova chapa pode permanecer na disputa.
Por enquanto, a situação é simples de resumir e difícil de vender: Marçal foi barrado, Avalanche foi apresentado e a candidatura continua na porta da Justiça. A urna ainda não disse sim.
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Na sexta-feira, 11 de setembro, os sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral negaram o registro da chapa formada por Marçal e Avalanche. A decisão atingiu Marçal, cuja filiação partidária estava no centro da controvérsia, e derrubou a composição que o PRTB havia levado à Justiça Eleitoral.
Agora, o partido tenta salvar a candidatura trocando as posições. Avalanche deixa a vice, assume a cabeça de chapa e espera que o TSE aceite o pedido de substituição. Uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo permitiu que ele deixasse o União Brasil e se filiasse ao PRTB, mas essa decisão não transforma automaticamente o pedido presidencial em registro aprovado.
O PRTB trocou o nome, mas ainda não resolveu o problema jurídico.
A manobra tem efeito político antes mesmo de produzir efeito legal. Faltando poucas semanas para o primeiro turno, o partido precisa apresentar um candidato, reorganizar a propaganda e explicar ao eleitor por que o nome associado ao número 28 mudou no meio da campanha.
Para quem acompanha apenas as redes sociais, há um risco adicional: anúncio partidário não é decisão judicial. Dizer que Avalanche “assumiu a candidatura” descreve o movimento do PRTB; dizer que ele já está confirmado na urna seria antecipar um julgamento que ainda não ocorreu.
O caso também testa o limite entre substituição e improviso. O calendário eleitoral permite mudanças em determinadas circunstâncias, mas não elimina a análise dos requisitos legais do substituto. O TSE ainda precisa decidir se a nova chapa pode permanecer na disputa.
Por enquanto, a situação é simples de resumir e difícil de vender: Marçal foi barrado, Avalanche foi apresentado e a candidatura continua na porta da Justiça. A urna ainda não disse sim.