A eleição não acabou na Presidência. Mas já redesenhou os estados e o Senado.
Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno. Enquanto isso, 23 governos foram definidos no primeiro turno e 54 cadeiras do Senado já mudaram o tabuleiro de Brasília.
Mas reduzir a eleição a essa dupla seria olhar só para a rampa do Planalto e ignorar o tamanho do prédio.
O primeiro turno também decidiu 23 dos 27 governos estaduais e do Distrito Federal. Quatro disputas seguem abertas: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo e Tocantins.
No Acre, Mailza Assis e Alan Rick vão ao segundo turno. No Distrito Federal, Celina Leão e Leandro Grass repetem a disputa. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini enfrenta Ricardo Ferraço. No Tocantins, Vicentinho Júnior e Professora Dorinha seguem na corrida.
O Senado tem uma história própria, e ela não espera o dia 25. As 54 cadeiras em disputa foram definidas no primeiro turno, duas por estado e pelo Distrito Federal. Não existe segundo turno para senador.
É por isso que a eleição de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, no Distrito Federal vai além do resultado local. Cada cadeira altera a negociação de projetos, indicações e votações que esperam o próximo presidente a partir de 2027.
A pergunta das próximas semanas não será apenas quem vence a Presidência. Será também com quais governadores, senadores e bancadas essa pessoa terá de governar.
O primeiro turno adiou a resposta sobre o Planalto. Mas já começou a responder quem chega mais forte a Brasília.