A ONU reuniu o mundo. O mundo levou os problemas e a própria versão da história
Chega mais, porque a semana começou daquele jeito: mais de uma centena de líderes desembarcaram em Nova York para a Assembleia Geral da ONU. Pense numa reunião de condomínio, só que com guerras, corrida nuclear, emergência climática, inteligência artificial e vizinhos que podem ameaçar uns aos outros pelo microfone.
António Guterres pediu cooperação. Cada país ouviu com muita atenção e depois levou ao palco sua própria lista de urgências, queixas e culpados. A responsabilidade, como acontece em toda boa reunião, quase sempre estava sentada na cadeira de outra pessoa.
É fácil rir da coreografia, mas conversar ainda é melhor do que calcular o alcance dos mísseis em silêncio. A diplomacia tenta costurar o mundo enquanto alguém, do outro lado da mesa, continua puxando a linha.
A humanidade discutiu como permanecer junta. Não resolveu, mas saiu da reunião com ótimas frases para publicar.
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